FEEB - Coordenadorias CAD (Coordenadoria da Ação Doutrinária)

DIRETORIA DE ORIENTAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA
CAD - Coordenadoria da Ação Doutrinária

 

 

“Maior revelação de teu amor aparece brilhando quando permites que o Cristo em ti e contigo
possa amar e servir aos outros sem procurar saber quem são e como são.”

 Emmanuel,/ Francisco Cândido Xavier
Do livro: “Recados do Além”.

Diretoria de Orientação e Qualificação Doutrinária
PROJETO FEDERATIVO DA CAD

 

ECO - Excelência na Comunicação Espírita

Programa

1 – Identidade Cultural Espírita
2 – Neuropsicologia Psicologia da   Comunicação Integral
3 – Comunicação analógica e  Comunicação Digital
4 – Signo, Significado e Significante na Comunicação

5 – A Linguagem Espírita no   Pensamento e na Ação
6 – Sintonia Superior e   Qualidade na Comunicação


VEJA SLIDES DO SEMINÁRIO

FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DA BAHIA
DIRETORIA DE ORIENTAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA

  IDENTIDADE CULTURAL ESPÍRITA

                                                                      
 1. Introdução

 A compreensão da Identidade Cultural, de modo geral, do Povo Brasileiro e Espírita, em especial, é relevante porque traduz as possibilidades evolutivas da alma no processo sócio-cultural de civilização.  Por esse motivo Allan Kardec destaca: “Em suma, o que caracteriza a revelação espírita é o fato de ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem.” (A Gênese, item l3 – ed. FEB 2009).

 O prof. Herculano Pires, prefaciando a obra de Humberto Mariotti, “O Homem e a Sociedade Numa Nova Civilização,” adverte: (...) “o Homem e a Sociedade numa Nova Civilização que não surgirá por acaso, mas através, da vontade consciente do homem atual, que é o único possível construtor do futuro,” considerando-se que “os valores existenciais projetam-se além da existência” (...) portanto, “as injustiças sociais, geradas pela brutalidade egocêntrica, não podem ser sanadas por uma brutalidade sociocêntrica.”

Autores, desencarnados e encarnados, tem demonstrado o processo histórico e espiritual no desenvolvimento da Identidade Cultural dos Povos, como uma construção; os Espíritos Superiores revelam os propósitos divinos executados pela ação de Missionários, oriundas do Mundo Espiritual, como por exemplo:
Emmanuel – “A Caminho da Luz;” Humberto de Campos –“ Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” (F. C. Xavier); Duílio Lena Bérni –“ Brasil, Mais Além.”

 A veneranda Joanna de Ângelis faz uma síntese dos desafios da atualidade, com base no processo de fragmentação da Identidade Cultural na sua mensagem “Vazio Existencial,” psicografada por Divaldo Franco (Presença Espírita, 2009, n. 270), da qual destacamos os seguintes trechos:

        “A alucinação midiática, a serviço do mercantilismo de tudo, vem, a pouco e pouco dessacralizando o ser humano, que perde o sentido existencial, tombando no vazio agônico de si mesmo.
    Numa cultura eminentemente utilitarista e imediatista, o tempo-sem-tempo favorece a fuga da autoconsciência do indivíduo para o consumismo tão arbitrário quão perverso, no qual o culto da personalidade tem primazia (...).
     Nessa volúpia hedonista, o egotismo governa as mentes e condutas, produzindo o  isolamento na multidão e a solidão nos escaninhos da alma.
    É inevitável, nessa cultura pagã e perversa, a presença do vazio existencial nas criaturas humanas, suas grandes vítimas.”
                                                                                              
                                                                                                                                                        
2. Significado

 “Identidade é igualdade completa; cultural é adjetivo de saber, logo a junção das duas palavras produz o sentido de saber se reconhecer (...). identidade cultural é o sentimento de um grupo ou cultura, ou de um indivíduo, na medida em que é influenciado pela sua pertença a um grupo ou cultura; é um sistema de representação das relações entre indivíduos e grupos, que envolve compartilhamento de patrimônios comuns como à língua, a religião, as artes, o trabalho, os esportes, as festas entre outros. (Lúcia Ribeiro, pesquisadora da USP/ Google – Identidade Cultural,  7.10.09). Nesse texto destaca-se a opinião do Prof. Milton Santos, sobre a dinâmica do “conhecimento e o saber que se renovam do choque de culturas, sendo a produção de novos conhecimentos e técnicas, produto direto da interposição de culturas diferenciadas - como o somatório daquilo que anteriormente existia,” para ele, “a globalização tendia a uniformizar grupos culturais e logicamente uma das conseqüências seria o  fim da produção cultural, enquanto geradora de novas técnicas ; (...) isto se refleteria na perda de identidade, primeiro das coletividades, podendo ir até o plano individual.”

Vale a pena considerar a  perda de identidade como um problema tão sério que é motivo de preocupação da ONU - Organização das Nações Unidas, por essa razão fez publicar  em “O Correio da UNESCO”, edição de outubro, 1982, um artigo do antropólogo e físico senegalês, Cheikh Anta Diop, intitulado: “Identidade Cultural – Os três Pilares da Cultura”, no qual declara: “reduzido a sua dimensão econômica o desenvolvimento tende a destruir o talento específico dos povos, que se manifesta através de sua capacidade criadora (...) É a  cultura – síntese de todas as atividades criadoras de um povo – que confere ao desenvolvimento sua verdadeira feição

3. Nos três Pilares, a Esperança

 Para Cheikh Diop o fato da Identidade Cultural ser construída com base nos três pilares  da cultura representa uma possibilidade   significativa na preservação das conquistas evolutivas do ser humano: “A identidade cultural de um povo está ligada a três grandes  fatores - histórico, lingüístico e psicológico, este último, em sentido lato, podendo englobar as particularidades religiosas - cuja importância varia segundo as circunstâncias históricas e sociais de cada sociedade.”  

  Isto porque o fator Histórico é a base do exercício consciente da cidadania e da soberania de um povo; o Psicológico é o que permite, no processo das mutações evolutivas temporárias e de impermanências, a referência do Si mesmo, o reconhecimento da individualidade e  identidade, nossa e do outro, ou seja, uma melhor compreensão do próximo, com a real possibilidade  de  interações harmônicas e relações dialógicas  com povos de diferentes etnias e culturas. 
 O fator Lingüístico é tão importante que no seu artigo Diop cita Montesquieu: enquanto um povo vencido não tiver perdido sua língua, pode ter esperança.”
                                                                                                                               

4. No Aspecto Tríplice, a Certeza

Na sua transdisciplinaridade, o ESPIRITISMO é a ciência das leis que regem o princípio espiritual; como filosofia é a síntese capaz de “enfrentar a razão face a face  em todas as épocas da humanidade’, além de solucionar “o problema do Ser, do destino e da dor;” e, como religião   oferece-nos  as bases sólidas da moral do Cristo – nosso Modelo e Guia, para a realização maior a que todos estamos destinados: “gravitar para unidade divina, tal é o objetivo da Humanidade,” através do trabalho, porque, “o homem quintessencia o espírito pelo trabalho (...) é somente pelo trabalho no corpo que o espírito adquire conhecimento”  (Allan Kardec) .

 Vale considerar que a teoria que fundamenta o saber espírita, sobre as questões relevantes da vida (reencarnação, evolução, desencarnação, mediunidade, etc.) foi estruturada a partir de fatos comprovados e, depois, ratificados por cientistas: primeiro, os Metapsiquistas; depois, os Parapsicólogos, Psicotrônicos, Psicobiofísicos que só a confirmaram.

 5. A Identidade Cultural Espírita

A História do Espiritismo integra o programa divino de REGENERAÇÃO MORAL DA HUMANIDADE, conduzido por Jesus Cristo, cujo objetivo principal é resgatar os ensinamentos morais do Evangelho, na sua integridade e como fonte de água pura, dessedenta a humanidade carente e fragmentada que necessita de elementos mais verdadeiros e significativos na construção de sua identidade como sujeito co-criador que necessita desenvolver uma cidadania planetária de evolução, capaz de lhe oferecer um novo e significativo sentido de vida. É importante considerar que o Cristianismo e o Espiritismo surgiram num momento histórico da HORA ESTELAR dos povos Judeu, Romano e Francês, num cenário sócio-cultural marcado pelo apogeu material e, ao mesmo tempo, pelo declínio da ESPIRITUALIDADE cujas conseqüências, para essas civilizações, foram crises de valores éticos, morais e perda de referencial significativo de identidade.

 Cabe ao BRASIL, também na sua HORA ESTELAR, como “CORAÇÃO DO MUNDO E PÁTRIA DO EVANGELHO,” a missão planetáriade estabelecer um relacionamento internacional marcado pelo respeito, fraternidade, solidariedade e convivência pacífica além de compartilhar suas riquezas, nas relações de troca, sem subtrair ou colonizar outros povos, tornando-se referência mundial  na solução dos desafios  que afetam a Humanidade.

 Compete ao Movimento Espírita Brasileiro a DIFUSÃO DA MENSAGEM DO ESPIRITISMO no mundo, na sua INTEGRALIDADE, sem omissões ou adulterações, legitimada pela prática da CARIDADE e respaldada pelo  TRABALHO, SOLIDARIEDADE e TOLERÂNCIA, unidos, uns aos outros, pelo Amor de Deus e vinculados pela Paz do Cristo.

 

DIRETORA/COORDENADORA: RUTH BRASIL MESQUITA
RUTH - e-mail: dir.doutrinaria@feeb.org.br, feeb@veloxmail.com.br;
fones:(71)33593323/33513220.

 

 

 

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