
DIRETORIA DE ORIENTAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA
CAD -
Coordenadoria da Ação Doutrinária
“Maior revelação de teu amor aparece brilhando quando permites que o Cristo em ti e contigo
possa amar e servir aos outros sem procurar saber quem são e como são.”
Emmanuel,/ Francisco Cândido Xavier
Do livro: “Recados do Além”.
Diretoria de Orientação e Qualificação Doutrinária
PROJETO FEDERATIVO DA CAD
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ECO - Excelência na Comunicação Espírita
Programa FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DA BAHIA IDENTIDADE CULTURAL ESPÍRITA A compreensão da Identidade Cultural, de modo geral, do Povo Brasileiro e Espírita, em especial, é relevante porque traduz as possibilidades evolutivas da alma no processo sócio-cultural de civilização. Por esse motivo Allan Kardec destaca: “Em suma, o que caracteriza a revelação espírita é o fato de ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem.” (A Gênese, item l3 – ed. FEB 2009). O prof. Herculano Pires, prefaciando a obra de Humberto Mariotti, “O Homem e a Sociedade Numa Nova Civilização,” adverte: (...) “o Homem e a Sociedade numa Nova Civilização que não surgirá por acaso, mas através, da vontade consciente do homem atual, que é o único possível construtor do futuro,” considerando-se que “os valores existenciais projetam-se além da existência” (...) portanto, “as injustiças sociais, geradas pela brutalidade egocêntrica, não podem ser sanadas por uma brutalidade sociocêntrica.” Autores, desencarnados e encarnados, tem demonstrado o processo histórico e espiritual no desenvolvimento da Identidade Cultural dos Povos, como uma construção; os Espíritos Superiores revelam os propósitos divinos executados pela ação de Missionários, oriundas do Mundo Espiritual, como por exemplo: “A alucinação midiática, a serviço do mercantilismo de tudo, vem, a pouco e pouco dessacralizando o ser humano, que perde o sentido existencial, tombando no vazio agônico de si mesmo. “Identidade é igualdade completa; cultural é adjetivo de saber, logo a junção das duas palavras produz o sentido de saber se reconhecer (...). identidade cultural é o sentimento de um grupo ou cultura, ou de um indivíduo, na medida em que é influenciado pela sua pertença a um grupo ou cultura; é um sistema de representação das relações entre indivíduos e grupos, que envolve compartilhamento de patrimônios comuns como à língua, a religião, as artes, o trabalho, os esportes, as festas entre outros. (Lúcia Ribeiro, pesquisadora da USP/ Google – Identidade Cultural, 7.10.09). Nesse texto destaca-se a opinião do Prof. Milton Santos, sobre a dinâmica do “conhecimento e o saber que se renovam do choque de culturas, sendo a produção de novos conhecimentos e técnicas, produto direto da interposição de culturas diferenciadas - como o somatório daquilo que anteriormente existia,” para ele, “a globalização tendia a uniformizar grupos culturais e logicamente uma das conseqüências seria o fim da produção cultural, enquanto geradora de novas técnicas ; (...) isto se refleteria na perda de identidade, primeiro das coletividades, podendo ir até o plano individual.” Vale a pena considerar a perda de identidade como um problema tão sério que é motivo de preocupação da ONU - Organização das Nações Unidas, por essa razão fez publicar em “O Correio da UNESCO”, edição de outubro, 1982, um artigo do antropólogo e físico senegalês, Cheikh Anta Diop, intitulado: “Identidade Cultural – Os três Pilares da Cultura”, no qual declara: “reduzido a sua dimensão econômica o desenvolvimento tende a destruir o talento específico dos povos, que se manifesta através de sua capacidade criadora (...) É a cultura – síntese de todas as atividades criadoras de um povo – que confere ao desenvolvimento sua verdadeira feição” 3. Nos três Pilares, a Esperança Para Cheikh Diop o fato da Identidade Cultural ser construída com base nos três pilares da cultura representa uma possibilidade significativa na preservação das conquistas evolutivas do ser humano: “A identidade cultural de um povo está ligada a três grandes fatores - histórico, lingüístico e psicológico, este último, em sentido lato, podendo englobar as particularidades religiosas - cuja importância varia segundo as circunstâncias históricas e sociais de cada sociedade.” Isto porque o fator Histórico é a base do exercício consciente da cidadania e da soberania de um povo; o Psicológico é o que permite, no processo das mutações evolutivas temporárias e de impermanências, a referência do Si mesmo, o reconhecimento da individualidade e identidade, nossa e do outro, ou seja, uma melhor compreensão do próximo, com a real possibilidade de interações harmônicas e relações dialógicas com povos de diferentes etnias e culturas. 4. No Aspecto Tríplice, a Certeza Na sua transdisciplinaridade, o ESPIRITISMO é a ciência das leis que regem o princípio espiritual; como filosofia é a síntese capaz de “enfrentar a razão face a face em todas as épocas da humanidade’, além de solucionar “o problema do Ser, do destino e da dor;” e, como religião oferece-nos as bases sólidas da moral do Cristo – nosso Modelo e Guia, para a realização maior a que todos estamos destinados: “gravitar para unidade divina, tal é o objetivo da Humanidade,” através do trabalho, porque, “o homem quintessencia o espírito pelo trabalho (...) é somente pelo trabalho no corpo que o espírito adquire conhecimento” (Allan Kardec) . Vale considerar que a teoria que fundamenta o saber espírita, sobre as questões relevantes da vida (reencarnação, evolução, desencarnação, mediunidade, etc.) foi estruturada a partir de fatos comprovados e, depois, ratificados por cientistas: primeiro, os Metapsiquistas; depois, os Parapsicólogos, Psicotrônicos, Psicobiofísicos que só a confirmaram. 5. A Identidade Cultural Espírita A História do Espiritismo integra o programa divino de REGENERAÇÃO MORAL DA HUMANIDADE, conduzido por Jesus Cristo, cujo objetivo principal é resgatar os ensinamentos morais do Evangelho, na sua integridade e como fonte de água pura, dessedenta a humanidade carente e fragmentada que necessita de elementos mais verdadeiros e significativos na construção de sua identidade como sujeito co-criador que necessita desenvolver uma cidadania planetária de evolução, capaz de lhe oferecer um novo e significativo sentido de vida. É importante considerar que o Cristianismo e o Espiritismo surgiram num momento histórico da HORA ESTELAR dos povos Judeu, Romano e Francês, num cenário sócio-cultural marcado pelo apogeu material e, ao mesmo tempo, pelo declínio da ESPIRITUALIDADE cujas conseqüências, para essas civilizações, foram crises de valores éticos, morais e perda de referencial significativo de identidade. Cabe ao BRASIL, também na sua HORA ESTELAR, como “CORAÇÃO DO MUNDO E PÁTRIA DO EVANGELHO,” a missão planetáriade estabelecer um relacionamento internacional marcado pelo respeito, fraternidade, solidariedade e convivência pacífica além de compartilhar suas riquezas, nas relações de troca, sem subtrair ou colonizar outros povos, tornando-se referência mundial na solução dos desafios que afetam a Humanidade. Compete ao Movimento Espírita Brasileiro a DIFUSÃO DA MENSAGEM DO ESPIRITISMO no mundo, na sua INTEGRALIDADE, sem omissões ou adulterações, legitimada pela prática da CARIDADE e respaldada pelo TRABALHO, SOLIDARIEDADE e TOLERÂNCIA, unidos, uns aos outros, pelo Amor de Deus e vinculados pela Paz do Cristo.
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DIRETORA/COORDENADORA: RUTH BRASIL MESQUITA RUTH - e-mail: dir.doutrinaria@feeb.org.br, feeb@veloxmail.com.br; fones:(71)33593323/33513220. |